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BIOGRAFIA

Hugo Oliveira - Baixo-Barítono

Nascido em Lisboa, Hugo Oliveira estudou na Escola Superior de Música de Lisboa com Helena Pina Manique e Luís Madureira e mais tarde, enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, no Real Conservatório de Haia (Holanda), com Jill Feldman e Barbara Pearson.

Em 2009, Hugo Oliveira foi galarduado com o primeiro prémio no III Concurso da Fundação Rotária Portuguesa. Foi também finalista do Concurso“London Bach Society”.

Integrado no departamento de ópera dos referidos Conservatórios, Hugo Oliveira  interpretou em Lisboa As bodas de Fígaro (Fígaro) e Don Giovanni (Leporello) de W. A. Mozart sob a direcção musical de Nicholas McNair. Em 2004, apresentou-se em Haia (Holanda) na ópera Venus e Adonis (Adónis) de John Blow sob a direcção de Nigel North.
No âmbito do projecto “Academia Barroca Europeia de Ambronay” (2004), realizou uma touné por vários teatros de Espanha e França (Versaille, Rouen, Metz, Vichy, entre outros) interpretado La Discorde na ópera Les Arts Florissants de Marc-Antoine Charpentier, dirigida por Christophe Rousset,.
Hugo Oliveira interpretou ainda Les malheurs d’Orphée de D. Milhaud (Orphée) com Ebony Band em Paris (Cité de la Musique),  A Hand of Bridge (David) de Samuel Barber - uma produção de Opera Minora (Holanda) - e uma digressão nos mais prestigiados teatros da Holanda e Bélgica com a comédia madrigalesca La barca di Venetia per Padova de A. Banchieri, sob a direcção de Gabriel Garrido, numa co-produção de “Reisopera”.
Enquanto membro do Estúdio de Ópera do Porto - Casa da Música, participou em produções como Joaz (Azaria em 2002 e Jojada em 2003) de Benedetto Marcello sob a direcção de Richard Gwilt, L’Ivrogne Corrigé (Lucas) de Gluck com direcção musical de Jeff Cohen, e Frankenstein! de Heinz-Karl Gruber (coreografia de Paulo Ribeiro) com Remix Ensemble dirigido por Pierre-André Valade. Mais tarde, em 2006, viria a interpretar a referida ópera de Gruber com a  Orquestra Sinfónica de Londres sob a direcção de  François-Xavier Roth, no Barbican Center em Londres.
No âmbito das capitais da cultura Rotterdam 2001 e Porto 2001, interpretou em ambas as cidades Melodias Estranhas de António Chagas Rosa com o Remix Ensemble e sob a direcção de Stefan Asbury.

A sua flexibilidade como cantor, estende-se também ao reportório Clássico/Romântico e Contemporâneo.
Hugo tem colaborado com orquestras como Orquestra Sinfónica de Düsseldorf, Radio Philharmonic Orchestra (Holanda), Il Fondamento, Ricercar Consort, Orquestra Barroca Divino Sospiro, L'Arpeggiata, Les Inventions e maestros como Laurence Cummings, Jaap van Zweden, Paul Dombrecht, Werner Herbers, Peter van Heyghen, Patrick Ayrton, Christina Pluhar e Enrico Onofri.

Dentro da Oratória, destacam-se obras como Paixão Segundo São Mateus, Paixão Segundo S. João, Paixão Segundo São Marcos e Oratória de Natal de J. S. Bach, Passio de Arvo Pärt (Jesus) com o grupo inglês Hilliard Ensemble, Vespro della beata vergine de C. Monteverdi, Invitatórios e Responsórios de Natal de Casanoves com Les Concerts des Nations sob a direcção de Jordi Saval, Messias e Nisi Dominus de Händel, Christus e Lauda Sion de Mendelssohn- Bartholdy com a Orquestra Gulbenkian sob a direcção de Michel Corboz; ainda sob a direcção de maestro suiço cantou o Requiem  de Mozart. Em 2007 acompanhado também pela Orquestra Gulbenkian interpretou Die Legende von der Heiligen Elisabeth de Liszt sob a direcção de Gennadi Rozhdestvensky.
Interpretou também o Requiem de Duruflé e Fauré, Missa das Crianças de J. Rutter, Requiem  de Brahms (versão para piano quatro mãos) com Marcus Creed, Petite Messe Solennelle de Rossini, Pulcinella de Igor Stravinsky com o Remix Ensemble dirigido por Martin Andrè, Jetzt immer Schnee de Gubaidulina com o Schönberg Ensemble dirigido por Reinbert de Leeuw., a Missa em Dó maior de W. A. Mozart e a Missa Nelson  de Haydn sob a direcção de Christopher Bochmann.
Em estreia absoluta, interpretou Cantata Verbum Caro de Nuno Corte-Real sob a direcção de Paulo Lourenço.
Destacam-se ainda o Dixit Dominus de Händel com a Holland Baroque Society sob a direcção de Peter Dijkstra no Concertgebouw em Amsterdam. Também nesta prestigiada sala cantou o Stabat Mater de Haydn com Amsterdam Sinfonietta sob a direcção de Klaas Stok.

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